Quem Somos

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FONSANPOTMA SER OU NÃO SER

O FONSANPOTMA -Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana segue para o seu nono ano de existência. Uma grande parte do povo já teve contato com esta organização. Temos ganhos e retrocessos nesta trajetória mas o importante e que vivemos

O QUE FIZEMOS ATE AGORA

Esta organização mostrou-se capaz de propor politicas publicas sua principal missão. Estivemos na construção do Plano Nacional de Desenvolvimento dos Povos Tradicionais de Matriz Africana e desde então
construímos o Plano municipal de Embu das Artes e Carapicuíba em São Paulo.

No RS estamos em São Leopoldo, Capão da Canoa, Guaíba, Rio Grande.

No Rio de Janeiro estamos conversando com Rio de Janeiro e Niterói, Espirito Santo em vários municípios assim com também em Minas Gerais.
Propusemos em todo território brasileiro criar as Frentes Parlamentares e a Teia Parlamentar em defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana. Aprovamos emenda parlamentar com a então Deputada Federal de São Paulo Janete Pieta para a criação do Centro de Referencia dos Povos Tradicionais de Matriz Africana em Carapicuíba.

Atuamos em audiências publicas na câmara dos Deputados Federais em Brasília: “Encontros Regionais e o Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais”, sobre o Projeto de Lei (PL) 7447/2010, que estabelecem
diretrizes e objetivos para as políticas públicas de desenvolvimento sustentável e “A Tradição Alimenta, Não Violenta” que antecedeu o julgamento do recurso extraordinário 494.601 sobre o Abate. Nesta ocasião
estivemos também com ministros do STF para conversas em torno do julgamento expondo nossa tradição, cultura e principalmente nossa forma de alimentação.

Apresentamos a proposta de Marco Legal dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, durante a audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, para debater o sistema alimentar e os direitos, incluindo o direito ao abate tradicional e ritualístico, dos povos de matriz africana no Brasil.

Desde nossa fundação estamos no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, e estamos presentes em 14 CONSEAS nacionais, muitos municipais, sendo que na mesa diretora da maioria destes. Também na luta pela Reestruturação dos CONSEAS de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Participamos das conferencias de segurança alimentar, da construção do Plano Pluri Anual – o marco da construção do orçamento federal a partir de um olhar participativo. Participamos das
reuniões do Plano SAFRA, de delegações para discutir o PAA- Plano de Aquisição de Alimentos na Etiópia e em Moçambique Atuamos em cursos, congressos e palestras em vários estados como em Minas Gerais (Ervas para cura e alimentação) Criamos junto ao CAMP a Rede de empreendedores
Ubuntu de Cooperação Solidária.

Este Fórum criou a primeira cooperativa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana no RS, o piloto deste projeto, dai partimos e configuramos o
SINDESU- Sistema Nacional de Desenvolvimento Sustentável Ubuntu que é composto de uma Rede de Empreendedores, Uma Cooperativa, Um banco o
Banco Grão e um Fundo Solidário de Crédito. Os produtores e artesãos do COOPTMA-RS já estão ativamente participando de feiras pelo estado do Rio
Grande do Sul.
Nas relações internacionais trouxemos o Rei Oba Al-Maroof Adekunle Magbagbeola (Olufon) como estadista do seu país e do seu povo para visitas nas Assembleias legislativas do estado de São Paulo, Rio de Janeiro , varias câmaras municipais de vereadores e na Câmara de Deputados em Brasília. Numa articulação histórica com o Fórum Social Mundial, governo estadual
da Bahia e de São Paulo, tivemos a presença dos Reis e Rainha do Benin que estabelece o primeiro consulado do povo Ewe-Fon em Salvador.

Estabelecemos reunião com as Embaixadas do Benin, de Angola, da Nigéria no reconhecimento do Povo que deu continuidade as suas tradições na Diáspora forçada do seu povo originário.
Numa parceria com a FALP – Fórum Mundial de Autoridades Locais Periféricas para Metrópoles Solidárias… Para Inclusão Social e Democracia
Participativa, às cidades periféricas e com Associação Brasileira de Municípios: ABM buscamos constituir as cidades coirmãs a partir dos Povos.
O FONSANPOTMA nestes nove anos esteve presente e posicionando nos momentos importantes e decisivos para a vida dos povos tradicionais de matriz africana.
Estivemos juntos e articulando com todas as organizações da sociedade civil, com governos, com universidades, escolas de primeiro e segundo grau.
Apresentamos trabalhos a partir deste lugar que e ser Povo Tradicional de Matriz Africana em encontros internacionais, locais, auxiliamos em defesas de Trabalhos de conclusão de curso, Mestrado e doutorados

A CONJUNTURA ATUAL

E definitivo que a conjuntura atual nos prejudica. Por quê?
Porque a politica que prevê a participação tem sido destruída. Porque toda a proposta de incentivo a identidade com a terra, com uma produção sem lucro e com respeito a natureza vem sendo destruída. Porque a natureza tem sido destruída, já que o estado que necessita reparar o crime lesa a humanidade que foi a escravidão vem sendo privatizada.
Porque a única crença com acesso ao estado é a cristã e pentecostal. Porque dizimar indígenas, imigrantes, negros, mulheres, e não heterossexuais
binários têm sido estimulados. Porque a educação e de um único partido e
ideologia. Porque os partidos ou projetos políticos vigentes não respondem as reais necessidades do povo tradicional de matriz africana.
Porque o processo de colonização e colonialidade foram plantados, levando a amar o opressor e odiar suas origens, ou no mínimo reconhecer suas origens como oposição ao projeto politico dominante.
O projeto colonizador faz com que a identidade
resuma-se a pedaços do que somos. Pedaços que geralmente reforçam o projeto capitalista, de um consumo desvairado e mantenha o status quo de quem ganha e de quem alimenta este sistema, mantendo a pirâmide.O não reconhecimento do que somos e do que queremos coletivamente, leva ao fortalecimento do inimigo comum.

Então agora o “black is beautiful”, esta a serviço das grandes empresas de maquiagem e não de quem fez o primeiro kit, da Marvel e da estrela e não de quem fez a primeira boneca. Da grande banda de percussão e não do terreiro ou da roça, assim como o turbante, a roupa tão criticada e ate mesmo o prato exótico feito de cabrito e ou galinha de angola.
Corremos o terrível risco do “bolinho de jesus” da Capoeira Gospel e etc.;
Sendo assim reafirmamos: “Religião não nos resume e não contempla tudo que somos”. No dia 13 de maio de 1888 não éramos seres pretos sem historia e sem uma tradição. A África não é um país e sim um continente, e nem tem só Axé, tem milhares de línguas, costumes, praticas e formas de cultuar a vida. Pois nos unifica o pensamento Africano “Toda a Vida e sagrada”.
O FONSANPOTMA não inventa e não re africaniza, ele afirma Tudo que somos de diferentes dos outros povos é PORQUE SOMOS POVOS
TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA
.
Temos mitos e ritos diversificados e resinificados de acordo com a região e com as pessoas , mas temos princípios que nos unificam: Somos
circulares e horizontais na nossa forma de organização social. Temos Língua Própria vivas ate hoje em África e na Diáspora. No Brasil reconhecemos o Kimbundo, o Kikongo, o Nbuntu, o Ewe-Fon, Jeje, jeje- Nagô, o Yoruba, mas principalmente influenciamos o português
brasileiro na umbanda, no Kilombo. Nosso Sistema Alimentar é próprio, é domestico ritualístico, sem fins lucrativos. Nossa forma educacional é a oralidade onde nosso mais velho e uma biblioteca viva ou não e o nosso mais jovem é responsabilidade daquele que viveu sequer um minuto a mais que o outro. A natureza é nossa divindade e necessária para a manutenção
destes princípios.
Para ser do FONSANPOTMA segue-se uma carta de princípios e a aceitação do conceito de Povo Tradicional de Matriz Africana, ou seja assim nos
declaramos em todos espaços que tivermos e buscamos manter o direito de trabalho, crença e relações de nascer, viver e morte de acordo com nosso
povo. De acordo com o compromisso assumido na iniciação dentro do que denominamos Unidade Tradicional Territorial uma categoria que reúne as
diferentes formas de reconhecermos o espaço territorial de onde fomos iniciados ( roça, terreira, terreiro, casa)

CONHEÇA NOSSAS CAMPANHAS

Tudo o que nos alimenta é sagrado! Tudo o que vem da terra é sagrado! Tudo o que vem da água é sagrado!
A Terra é sagrada! A Água é sagrada! Toda Vida é Sagrada!


A campanha
‘Tradição Alimenta, Não Violenta” tem por objetivo desmistificar para a sociedade as praticas alimentares e de consumo dos povos tradicionais de matriz africana.
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‘Tradição Alimenta, Não Violenta” tem por objetivo desmistificar para a sociedade as praticas alimentares e de consumo dos povos tradicionais de matriz africana.
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