Libertar os negros é libertar os brancos

O sonho do pastor Martin Luther
King Jr. (foto) segue atual e aceso dentro de pais célebres e anônimos. Para
homenageá-los,  o Cineclube Afro Sembene e a associação Fórum África
exibem Selma, filme de Ava DuVernay, sobre a vida desse grande líder
libertador norte-americano

Agosto marca independência de alguns países africanos ― Benin, Niger, Jamaica, Chade, Trindade e Tobago, Costa do Marfim e Libéria ― cujos processos de independência merecem ser conhecidos, debatidos, divulgados. Neste segundo domingo, por tradição, homenageiam-se os pais. Vale lembrar que pais não é só o biológico, mas mas todo aquele que se preocupa e gosta da gente, cuida, conversa, repreende, orienta, dá carinho, apoio, amizade e está sempre do nosso lado. Tanto que, às vezes, quem ganha homenagens é o padrasto, o padrinho, o tio, um amigo da família, uma liderança notável.

“Não estamos lutando pela liberdade das pessoas negras, mas pela liberdade dos brancos. Porque, quando você é o opressor, você é pessoa escravizada, desumanizada por si mesmo”, ensinou o o bispo sul-africano Desmond Tutu.  Assim, todo pai (incluindo mãe ― é expressivo o número de mulheres chefes de família) que se preza, almeja e busca empreender a seu modo, uma vida e um futuro melhor para si e para os seus filhos, e, por extensão, ao meio ou país onde vivem e viverão. Tanto que um grande pai certa vez disse: “Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”.

O sonho desse pai continua aceso tanto em pais célebres quanto anônimos. Martin Luther King Junior deixou de ser singular para ser plural, a exemplo de Zumbi, Rainha Nzinga, Mandela, Rosa Parks, Luis Gama, Luisa Mahin, Steve Biko, Malcon X, Yaa Asantewaa, Gandhi, Elizabeth Eckford, Che Guevara, entre os personagens que se tornaram referência pelo empenho na construção de um mundo mais justo e mais humano, que deram e continuam oferecendo ensinamentos.

“O pastor protestante Martin Luther King( lutava pelo direito das minorias, pela redução das desigualdades, pela retirada de privilégios da elite. Esta é uma boa luta, ainda mantida por parte das comunidades cristãs. Mas nos tempos conservadores atuais, com tantos políticos fazendo da religião uma política, é interessante ver um homem que optou pelo caminho contrário, fazendo da política uma religião”, diz Bruno Carmelo.

A luta dos negros no mundo continua. Avanços têm ocorrido, mas ainda há muito a fazer, seja pela família, seja pela nação, seja pelo continente, seja pela humanidade, para que os filhos sejam cidadãos e cidadãs responsáveis, respeitáveis, autossuficientes. É com esse propósito que o Cineclube Afro Sembene e a associação Fórum África exibem Selma, filme de Ava DuVernay, seguido de roda de conversa, no campus da PUC Consolação, em 15 de agosto, excepcionalmente às 17h, na Rua Marquês de Paranaguá nº 111, sala 20, sob a coordenação de Vanderli Salatiel, Saddo Ag Almoloud e Oubí Inaê Kibuko.

A entrada franca. Pede-se a colaboração voluntária de 1kg de alimento não perecível, ou roupas, calçados, cadernos, livros, jornais, revistas, material de higiene e limpeza. As doações serão destinadas ao Arsenal Esperança/Missão Paz, que atende diariamente centenas de estrangeiros, inclusive africanos.
Dia 15/08, sábado, excepcionalmente às 17 horas, Cineclube Afro Sembene e Fórum África prestam homenagem à independência de paises africanos ocorridas em agosto e ao Dia dos Pais.

Filme: Selma
Direção de: Ava DuVernay.
Sinopse: Em 1964, enquanto Martin Luther King Jr. recebe seu Nobel da Paz, diversos afro-americanos, como Annie Lee Cooper de Selma, ainda não têm acesso a inscrição nos cadernos eleitorais. Para garantir o direito de voto para todos os afro-americanos, Martin Luther King então reúne-se com o presidente Lyndon B. Johnson, para que ele possa criar uma lei que proteja os negros que querem votar. Martin, em seguida, vai para Selma, no interior do Alabama, com Ralph Abernathy, Andrew Young e Diane Nash. Lá eles encontram vários ativistas da Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC). Como Martin Luther King se torna importante, John Edgar Hoover tenta convencer o presidente Johnson para monitorar e prejudicar ainda mais seu casamento com Coretta King. Como as tensões vão aumentando, King e seus sócios decidem realizar as Marchas de Selma a Montgomery, enfrentando a violência das forças policiais locais, liderados pelo xerife Jim Clark e o governador George Wallace.
Duração: 128 minutos
Programação
Fórum África e Cineclube Afro Sembene exibem o filme Selma – cinebiografia de Martin Luther King, dirigido por Ava DuVernay e prestam homenagem à independência do Benin, Niger, Jamaica, Chade, Trindade e Tobago, Costa do Marfim,  Libéria e ao Dia dos Pais.
Quando: sábado, 15 de agosto de 2015
Horário: às 17h
Local: PUC Campus Consolação. Rua Marquês de Paranaguá nº 111, sala 20, travessa Rua da Consolação, em frente ao Mackenzie.
Ingresso: Entrada franca. Pede-se a colaboração voluntária de 1 quilo de alimento não perecível. Ou roupas, calçados, cadernos, livros, jornais, revistas, material de higiene e limpeza. Serão doados ao Arsenal Esperança/Missão Paz, que atende diariamente centenas de estrangeiros, inclusive africanos.

Informações: www.cineclubeafrosembene.blogspot.com.br
www.forumafricabrasil.ning.com – www.tamboresfalantes.blogspot.com.br
Coordenação: Vanderli Salatiel, Saddo Ag Almoloud e Oubí Inaê Kibuko.
Apoio: Cabeças Falantes, Agenda Guilherme Botelho Junior e Quilombhoje
Cineclube Afro Sembene: Nosso encontro mensal com o cinema africano.
Contato
Oubí Inaê Kibuko – (11) 99750-1542 (VIVO)
Coordenador de Programação e Comunicação do Cineclube Afro Sembene/Fórum África.

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