Carapicuíba comemora o 1º Plano Municipal de Desenvolvimento Sustentável dos Povos Tradicionais de Matriz Africana

A Década Internacional de Afrodescendentes foi iniciada em 1º de janeiro de 2015, por meio da Resolução nº 68/237, de 23 de dezembro de 2013, proclamada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, e se estenderá até 31 de dezembro de 2024. O lema é “Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”. O principal objetivo da década é promover o respeito , a proteção e a realização de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais de afrodescendentes, como reconhecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Estima-se que nas Américas haja 200 milhões de pessoas que se reconhecem como afrodescendentes. No Brasil, eles somam 52% dos 204 milhões de brasileiros, e ainda são vítimas de racismo, intolerância religiosa e preconceitos. A depreciação do negro brasileiro está presente na educação, no mundo do trabalho. As políticas públicas são insuficientes para mudar esse cenário e quebrar o perverso círculo construído pelo racismo.

As políticas de segurança pública não alcançam a população negra, exceto para vitimá-lá. Dos quase 60 mil homicídios registrados no país, 77% das vítimas são negros, a maioria deles, entre 15 e 29 anos de idade. No campo do trabalho, o salário dos negros são menores e os das mulheres mais achatados ainda que seja para o exercício de funções idênticas um cidadão de origem europeia.

Assim, quando uma instituição reconhece a importância do negro e desenvolve um plano de desenvolvimento sustentável dos povos tradicionais de matriz africana, o apoio dos afrodescendentes é relevante, como instrumento de reverter todo processo de depreciação de pretos e pardos, que compõem a parcela majoritária da sociedade brasi

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